Por que os EUA querem impedir compra de fabricante de games Activision Blizzard pela Microsoft

Por que os EUA querem impedir compra de fabricante de games Activision Blizzard pela Microsoft — Gaming | Versia.media

09/12/2022 08h45 Atualizada em 09/12/2022 08h54

A compra de uma desenvolvedora de jogos responsável por franquias de grande êxito, como Call of Duty e Candy Crush, levanta alertas sobre a concorrência.

Os Estados Unidos estão iniciando uma disputa judicial contra a Microsoft, criadora do Xbox, com o objetivo de barrar seu plano de adquirir a Activision Blizzard, uma empresa de games que está por trás de títulos renomados como Call of Duty.

As autoridades reguladoras mencionaram receios relacionados à concorrência, afirmando que temem que, caso o negócio seja concretizado, os títulos da Activision Blizzard deixem de estar disponíveis em consoles de videogame que não pertençam à Microsoft.

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A aquisição da Activision foi classificada como a maior já realizada pela Microsoft.

A empresa afirmou que irá lutar para finalizar o acordo, avaliado em US$ 69 bilhões.

"A Microsoft tem plena confiança neste caso e agradece a oportunidade de apresentar seus argumentos no tribunal", declarou Brad Smith, presidente da Microsoft.

O processo contra a Microsoft está entre as disputas legais mais proeminentes decorrentes do compromisso do presidente americano, Joe Biden, de adotar uma postura mais rigorosa contra monopólios.

O acordo planejado já havia gerado preocupações em outras nações, como o Reino Unido.

A Activision Blizzard é proprietária de alguns dos jogos mais populares globalmente, incluindo a franquia Call of Duty, World of Warcraft, Overwatch e Candy Crush.

A Comissão Federal de Comércio (FTC), agência de proteção ao consumidor dos EUA que moveu a ação, afirmou que a Activision era uma entre um pequeno grupo de grandes desenvolvedoras de videogames que produzem jogos de alta qualidade para múltiplas plataformas.

O acordo daria à Microsoft "tanto os meios quanto o incentivo para prejudicar a concorrência" — seja por meio de manipulação de preços, redução da qualidade dos jogos em consoles de rivais "ou negando totalmente o conteúdo aos concorrentes, causando prejuízos aos consumidores", conforme comunicado da agência à imprensa.

A FTC também mencionou a aquisição da ZeniMax pela Microsoft, controladora do estúdio de jogos Bethesda Softworks. A Microsoft declarou que vários dos futuros lançamentos do estúdio serão exclusivos para seus consoles.

No início desta semana, a Microsoft anunciou que concordou em disponibilizar o jogo Call of Duty para a Nintendo por 10 anos, caso a compra seja concluída.

"Isso soa alarmante, então quero reforçar minha confiança de que este acordo será finalizado", escreveu Bobby Kotick, CEO da Activision Blizzard, em uma carta aos funcionários divulgada no site da empresa.

"A alegação de que este acordo é anticompetitivo não se baseia nos fatos, e acreditamos que superaremos este desafio."

Ao anunciar o acordo, a Microsoft afirmou que pretendia expandir os jogos disponíveis no GamePass, seu serviço de assinatura de jogos no estilo Netflix, para o crescente número de pessoas que utilizam celulares para jogar.

A aquisição foi planejada para tornar a empresa a terceira maior desenvolvedora de games do mundo em receita, atrás da chinesa Tencent e da japonesa Sony, proprietária do Playstation, que criticou o acordo.

- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63914426

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